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sábado, 25 de março de 2017

Hallerbos – a floresta azul



     Sim, a Bélgica tem uma floresta azul: algo como um bosque encantado, povoado por vestidinhos de fadas azuis. Ou melhor, sininhos azuis, daí vem o nome da flor que provoca o efeito admirável: bluebells.



     Quando ver: na primavera (a partir de meados de abril).
     Se você deseja conhecer esse encanto, saiba que ele é efêmero: dura algumas semanas em abril estendendo-se até o início de maio e pronto, só no ano seguinte se repete. A floração de base são as anêmonas (flores brancas) que surgem em março e, no meio delas, começam a brotar os sininhos azuis (bluebells) a partir de abril. Saber precisar o momento de auge azul a turistas e fotógrafos é tão difícil (afinal, a depender das temperaturas de um determinado ano, a floração pode adiantar ou atrasar algumas semanas), que os belgas fizeram uma webcam para você acompanhar dia a dia em que pé anda a floração de Hallerbos!



     Onde fica: O bosque fica entre as cidades de Braine L’Alleud e Halle (daí vem nome Bois de Halle, em francês, ou sua versão flamã: Hallerbos). 


     Coloque no GPS do seu carro: Vlasmarktdreef, 4 1500, Halle.
     Para mais informações, como as melhores trilhas dentro da floresta para ver as flores, acesse esse site:



Espero que vocês gostem!  =)


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Pairi Daiza – o incrível zoológico belga



Se o Pairi Daiza estivesse em qualquer cidade cosmopolita do mundo, e não perdido no interior belga, seria transformado no que verdadeiramente é: um destino fantástico!


Vocês já repararam que algumas atrações meramente “OK” em cidades como Paris ou Nova York se tornam mundialmente famosas e cobiçadas por milhões de pessoas que sonham em visitá-las? Daí você vai lá e nem é tão incrível assim? Enquanto lugares maravilhosos, como Inhotim nas franjas de Belo Horizonte ou Jerash nas areias da Jordânia, continuam praticamente desconhecidos ou inacessíveis à maior parte dos turistas do mundo? Pois bem, o Pairi Daiza é uma dessas maravilhas perdidas nos sertões belga.


Tudo começou em 1994, quando Eric Domb resolveu comprar um terreno – bem, digamos “um pouco” abandonado. Eram 55 hectares de uma antiga abadia cisterciense (a Abadia Cambrom-Casteau) que lá estava desde o século XII! Monges cistercienses são os habilitados a fazerem cerveja trapista. Mas no terreno só restavam ruínas da igreja de 1774 (que substituiu as edificações clericais medievais no local). A compra se resumia às ruínas da enorme torre do século XVIII, o cemitério dos clérigos (com 700 monges enterrados), o antigo moinho com a roda d’água, um palacete construído no século XIX e muito espaço vazio. Eric Domb resolveu fazer um aviário no local, com pássaros tropicais e deu o nome de Paradiso. Mas quem iria naquele lugar ver pássaros? Bom: os belgas foram.
E o parque foi crescendo, ele resolveu diversificar os animais e introduziu répteis, depois resolveu transformar o palacete do século XIX em aquário, e logo se convenceu que precisava transformar o parque numa miniatura da arquitetura, da flora e da fauna do mundo! Simples assim: criar mundos. E já existem 7 mundos nesse parque que foi rebatizado com outro nome que lembra um paraíso: Pairi Daiza.


Os mundos são “La Lagune”, “La Vallée de la Source”, “La Porte du Ciel”, “La Terre des Origines”, “La Porte des Profondeurs”, “La Terre du Froid” e os dois mais belos lugares do parque: “Le Royaume de Ganesha” e “La Cité des Immortels”.
O Reino de Ganesha é uma imersão na cultura hinduísta. Réplicas da arquitetura indiana estão em várias construções nesse mundo que não se prende só à Índia, vai também mergulhando mais profundamente na Ásia, trazendo Indonésia, Camboja, Bali e Timor Leste aos nossos olhos!!! Em honra ao Camboja, eles fizeram o Templo dos Tigres e lá expõem dois tigres brancos: um luxo! Existem os campos de arroz, plantados em degraus, os elefantes, pássaros, pavões com suas enormes caudas andando ao nosso lado. Lindezas por todos os lados: megalomania até a raiz de cada planta, cada pedra, cada templo, cada animal.



A delicadeza está no Reino da Cidade dos Imortais, onde a China surge aos nossos olhos. Só a construção monumental do Templo Budista já seria ponto turístico em qualquer lugar do mundo, mas ali ainda tem como vizinhos o grande restaurante o Templo das Delícias, a construção e o pátio do Mercado de Chá, a Casa do Chá, o Caminho da Cura, e o jardim do Portão da Lua. O grande chamariz dessa área são os Pandas gigantes que Eric Domb conseguiu comprar da China. E comprovando o excelente trabalho de climatização e adaptação do lugar e seus veterinários, os Pandas tiveram um filhote, que virou a sensação do parque no último ano de 2016.




Girafas, leões, suricatos, javalis e búfalos estão no reina da Terra das Origens: claramente as Savanas Africanas. Até vilarejos do interior do Togo e do Benin estão ali reproduzidos, o que encanta as crianças. 


Se você tem filhos pequenos, eles vão amar a mini fazenda com cabras, galinhas, patos, porquinhos e outros bichinhos que podem acariciar.

É, portanto, um zoológico, um jardim botânico, um sítio histórico com ruínas, e de valor educacional em matéria de arquitetura e cultura mundial inestimável.

Se você quiser visitar, saiba que Pairi Daiza abre TODOS OS DIAS DA SEMANA, de 1 de Abril até 5 de Novembro de 2017 (se você for em 2018, espere pela divulgação do calendário deles). Obviamente o parque fecha nos meses de inverno (de novembro até o final de março), e os animais devem ser acondicionados em lugares fechados, ao menos com um teto. Afinal, seria bizarro que caísse neve em cima de uma girafa. 

O parque fica em Brugelette, entre as cidades de Mons e Ath.
Aqui está o endereço para colocar no seu GPS do carro:
Domaine de Cambron à B-7940 Brugelette (Belgium).

Os tickets comprados pela internet custam 29 euros e 80 centavos para adultos, e 24 euros e 80 centavos euros para crianças entre 3 e 11 anos. (Se você for comprar na bilheteria do parque é MAIS caro! Presta atenção). Se você mora na Bélgica, pode comprar um passe anual. Obviamente mais caro, mas se você for ao menos 2 vezes ao parque já paga o valor do investimento e ele também te deixa isento de pagar o estacionamento.

Para mais informações aqui está o site:

E os telefones:
Tel. : + 32 (0) 68 250 850
Fax : + 32 (0) 68 455 405

Programem-se: abril já está logo, logo aí!


domingo, 4 de setembro de 2016

Como ter uma viagem relax e família na ilha da balada: Míconos.



Vamos falar de Míconos (ou Mykonos), uma das ilhas gregas mais procuradas no verão, sobretudo para quem busca praias de água cristalina e festas. 


Míconos faz parte do grupo de ilhas gregas conhecidas como Cíclades, no mar Egeu. O nome Cíclades faria referência a círculo, já que elas formam um círculo em volta de uma ilha sagrada para os gregos: Delos. (Por sinal, muito perto de Míconos).
Segundo a mitologia grega, Delos é o local de nascimento dos deuses gêmeos Apolo e Artemis. A ninfa Leto engravidou de Zeus, cuja esposa Hera tomou ódio da amante e prometeu que ela não encontraria lugar na Terra para parir seus filhos. Por intervenção dos deuses, Poseidon fez emergir dos mares a ilha flutuante de Delos, local de refúgio e nascimento dos gêmeos. Míconos, por sinal, é o nome de um dos filhos de Apolo.

Como ir:  --- Prefiro avião ---

Para irmos de Atenas até lá, existem basicamente duas opções: avião ou barco. 
(Eu até vi muitos helicópteros pousando na ilha, mas isso é coisa de magnata.)

Mar Egeu visto pelas janelas da Aegean.
Na maioria dos blogs que pesquisei, quase todos indicavam ir de barco. São aquelas embarcações enormes, com bastante espaço e lanchonetes. As pessoas argumentavam que, além de ser mais barato que avião, esses barcos ainda tinham outra suposta vantagem: algumas paradas obrigatórias pelo caminho, em ilhas próximas a Míconos, o que lhes davam uma ideia de estarem num cruzeiro. É como se pudessem conhecer (ainda que apenas de dentro da embarcação) várias ilhas gregas... Mas eu me informei e descobri que os barcos mais rápidos demoravam 4 horas para chegar! (Sim, os mais lentos demoram ainda mais).
4 horas? Com meu filho correndo de um lado para o outro? Não, obrigada...
Teríamos que pegar o barco das 7:30 da manhã (o que implicaria em acordar bem cedo, às 6 da manhã – nós e o baby, que só acorda 8:30) para estarmos no porto um pouco antes do horário de saída do barco. Chegaríamos em Míconos perto da hora do almoço, o que ainda permitiria tempo para curtir um pouco de praia nesse mesmo dia de deslocamento. Mas se eu quisesse um barco que saísse mais tarde, num horário mais digno, lá pelo final da manhã, só chegaríamos no final da tarde: um dia perdido unicamente em deslocamento.

Reparem que o mar é maravilhoso, mas a paisagem em volta é sempre muito seca e desoladora.
O voo que pegamos, no final da manhã, levou 25 minutos para chegar: perfeito! Rápido, sem que ninguém precisasse madrugar, e permitindo que a gente já chegasse curtindo praia.  =) Muito melhor!

Praia de Elia, Míconos.

É o dobro do preço do barco, mas não estamos falando de nenhum helicóptero: é um conforto pagável, que talvez deva ser levado em conta na ponta do lápis, sobretudo se você também tem um bebê de colo. E comprar com antecedência, que sai mais barato!
Outra coisa que depõe contra o barco é a seguinte: você não está fazendo nenhum cruzeiro, não vai desembarcar para ver ilha nenhuma pelo caminho, você só estará vendo o porto desses lugares. O porto! Quer lugar mais sem graça?!
Além do mais, eu já estou num cansaço de mãe, que não quero ficar conhecendo várias ilhas. Para vocês terem uma ideia, nós ficamos em uma única praia de Míconos, sem praticamente sair de lá para nada: relaxar, jiboiar, ficar largado no paraíso, esse era o objetivo.

Em qual praia ficar:  --- Escolhemos Elia ---

Pesquisando nos blogs de outros viajantes, antes de decidir o que fazer e onde ficar, vi quais eram as praias mais famosas de Míconos. As de ambiente mais tranquilo, sem música na praia: Kalo Livadi, e Elia Beach. E as praias do agito, como Paradise Beach, Super Paradise Beach, e Paraga Beach.

Elia.

Alguns se hospedam na própria capital de Míconos e todo dia de manhã ou pegam um transporte público, ou pegam um carro que alugaram, e vão para diversas praias diferentes, a fim de conhecer várias ao final da viagem. Outros ficam hospedados numa dessas praias que mencionei (ou próximos a elas) e também fazem o mesmo deslocamento cada dia para uma praia diferente (ou até mais de uma). Mas não era isso que eu queria...
Eu queria ficar largada na areia de uma praia só! Dali para o mar, do mar para o restaurante, do restaurante para o chuveiro, do chuveiro para cama: só isso. (Claro que intercalando trocas de fralda, almoço de bebê, renovar protetor solar do bebê, soneca de bebê, brincar de baldinho de areia, incentivar para que ele não tivesse medo do mar, jantar de bebê, banho, colocar para dormir, etc.). Entenderam por que eu queria ficar largada num lugar só?

Elia Beach!

Olha a transparência da água em Elia! =)
Então, eu precisava da melhor praia, aquela com a água mais clara e mais calma, um bom restaurante na areia que fosse minha segunda casa (e o depósito de todas as nossas economias em função de nos fornecer todas as nossas refeições). Ou seja: eu precisava de infraestrutura numa praia calma e perfeita. Sem a música e a badalação na areia de Super Paradise e suas semelhantes. É possível isso? Sim, na Praia de Elia encontramos isso.


Como pagar o paraíso? --- Planejamento e antecedência.

            Se você vai com criança pequena, veja abaixo se o meu esquema de hotel não foi perfeito e barato!!! Um achado! ( http://www.eliamykonos.gr/ )

Míconos, ao contrário de Atenas, é muito cara! Enquanto em Atenas, aquele meu hotel bonito e bem localizado custava pouco mais de 100 euros a diária (o mesmo valor de qualquer Ibis mal localizado em Paris, por exemplo), em Míconos, de frente para a praia, a diária não sai por menos de 300 euros: pode procurar! Às vezes mais: ali o céu é o limite! São os famosos resorts branquinhos, de piscina com borda infinita, tão conhecidos dos anúncios turísticos da Grécia, olhando para o mar azul lá embaixo. Como pagar? Como passar 4 noites num esquema desses?

Royal Olimpic Hotel, de Atenas, no Booking.com

Eu consegui o hotel perfeito: Elia Beach (Alguns chamam de Elia Beach studios by the sea: http://www.eliamykonos.gr/). Esqueçam os resorts: trata-se de uma pousadinha, uma vila de casinhas brancas, na frente da praia. O dono tem a propriedade de um restaurante na praia (lindo e maravilhoso) e agora resolveu construir essas casinhas bem ao lado para faturar mais. Não tem piscina, nem de borda infinita nem de plástico, não tem spa nem sauna, mas tem a proximidade do mar – pé na areia – cama confortável, banheiro privativo em cada quarto, ar condicionado, café da manhã incluído e wifi muito bom. E o café da manhã é servido nesse restaurante ao pé da areia (por sinal, era onde comíamos também no almoço e no jantar: kkkkkk). Minha filosofia de vida miconiana era: daqui não saio, daqui ninguém me tira! Nos últimos dias começamos a ganhar sobremesas grátis, em agradecimento pela fidelidade. Achei lindo!

Café da manhã no restaurante da praia: perfeito !!!

Café da manhã.
O café da manhã era simples, mas gostoso. Já os pratos de almoço e jantar são verdadeiramente maravilhosos! (Pagos à parte) Restaurante muito bom! 

Risoto de camarão.

Restaurante. Adorei essa cobertura que filtrava a luz e se mexia com o vento.

Pesquisei os preços para você que está pensando em viajar em 2017 (quem sabe 2018). Infelizmente, agosto de 2017 já está quase todo tomado e os quartos que sobraram são os da suíte bem na frente do mar, mais caros: o pacote de 4 noites está girando em torno de 800 reais (que triste isso...) Mas entre as datas de 31 de agosto e 4 de setembro, ainda há os quartos mais baratos por 600 euros o pacote! E se você for adentrando mais em setembro (entre 5 e 9 de setembro, por exemplo), o preço cai para 540 euros o pacote!!! Aheeeee: se eu fosse você aí planejando a viagem, corria logo! É quase o mesmo preço de Atenas! (Porém, lembre-se de não pegar os dias finais de setembro, é capaz do mar esfriar...) Depois, se tiver interesse, repare nos preços estratosféricos que cobram os resorts. 

Elia Beach versus um Resort qualquer: olha a diferença!!!

Minha irmã deixou para se planejar bem em cima da viagem. Resultado: só os resorts ainda tinham vaga. Pagou uma nota preta, mas estava num esquema puro luxo. E o bom disso é que eu posso destrinchar para vocês as vantagens e desvantagens de cada hospedagem: minha pousadinha versus o Royal Miconian Resort & Villas.
Tenham em mente que os dois ficavam na mesma praia, a minha pousada na areia, e o resort da minha irmã numa colina, cuja estradinha começava a subir dali do final da praia.

Royal Miconian Resort & Villas - o hotel da minha irmã.
 
A jacuzi que filamos.  =)

Pousada versus Resort:

1)      O transfer do aeroporto até a minha pousada foi pago à parte: 30 euros. O transfer do aeroporto até o resort da minha irmã estava incluso no preço do pacote. Achei muito legal isso, mas pelo o que ela pagou, isso era mais do que esperável: total conforto.
2)      Se eu quisesse conhecer a capital de Míconos, ou precisaria pegar o transporte público local – um ônibus – ou pegar um taxi ou pagar novamente o transfer da minha pousada. No resort da minha irmã havia um ônibus à disposição para levar e trazer os hóspedes da capital até o hotel novamente: tudo incluso. Tinha uma saída de manhã e outra às 2 da tarde, com retorno às 18:30, 19:30 ou 21:30. Como nós tínhamos muitos dias em Míconos, quebrei a minha filosofia do “daqui não saio e daqui ninguém me tira”, e uma tardezinha filamos esse ônibus junto com minha irmã: foi ótimo! Ninguém nem percebeu que não éramos hóspedes.
3)      O resort tinha piscina e uma jacuzi aquecida: perfeito para um final do dia, lá pelas 7 da noite. No entanto, como a propriedade era muito grande, cheia de desníveis, o wifi era terrível. Só pegava justamente na piscina, mas nos quartos nem pensar! Pelo valor que cobram, isso não é legal. OBS: Nós também filamos a jacuzi um dia! Kkkkkk  =)
4)      O resort – como é comum nos resorts das ilhas gregas – ficava no alto de uma colina. Isso fornece uma vista bonita para o mar, mas é um pé no saco para ir à praia e voltar! Ela precisava pegar uma van do hotel todo dia para descer até a praia e depois para subir (trajeto de só 2 ou 3 minutos, mas ribanceira). E mais tarde para descer até o nosso restaurante pé na areia e jantar conosco, e depois, na hora de subir de volta para dormir, lá pela meia noite, muitas vezes mofou esperando e subiu a ribanceira a pé mesmo.
5)      Minha pousada tinha essa comodidade maravilhosa: em poucos passos eu estava no meu restaurante de todas as refeições, e nas espreguiçadeiras da praia. Sim, minha pousada fornecia espreguiçadeiras com guarda sol na praia (o resort também – mas quem vem só conhecer a praia e passar um dia, paga 20 euros pelas espreguiçadeiras). Para nós com um bebê de colo, todas essas comodidades e curta distância foram perfeitas!
6)      O wifi da nossa pousada era ótimo! E ainda tinha uma segunda rede de wifi, do restaurante (que supostamente pegava na praia também), mas essa – nos horários de pico – deixava um pouco a desejar. Porém à noite, no jantar, era perfeito. E a internet do quarto era sempre 100% garantida!
7)      Como eu disse, em poucos passos saía do quarto e estava no café da manhã ou no mar. No resort, que era construído ao longo da colina, minha irmã precisava subir muitas escadas para acessar o salão do café da manhã ou a recepção de entrada e saída do hotel. Era bonita a paisagem na escada, mas para a gente que por vezes estava com o bebê dormindo no carrinho, seria bem complicado esse esquema.
8)      O café da manhã da nossa pousada era bem simples, mas com o prazer de ser servido ali na cara do gol: a praia. O café da manhã do resort era um banquete fabuloso, com o prazer de ser servido numa vista superior da praia.

Foto do site: casinha mais cara da nossa pousada, porque fica de frente para o mar.
Aqui nossa casinha na pousada, alguns passos atrás da casa principal.
As casinhas da nossa pousada.
Visualizando melhor a praia e a pousada.

Tendo dito tudo isso, afirmo-lhes que para quem tem um bebê ou uma criança até uns 3 ou 4 anos, nossa pousada é a melhor opção. Para quem já tem filhos mais velhos, naquela faixa etária que não sai da piscina e ama uma jacuzi no final do dia, talvez o resort seja a melhor pedida. Eu, por sorte, me beneficiei dos dois!  \o/
OBS: Nossa pousada disponibilizou berço para nosso filho.  \o/
OBS 2: Apesar do ar condicionado, leve repelente para usar de manhã cedo e no final do dia. Mesmo na praia! Meu filho foi bastante mordido e por sorte tínhamos corticoide (ele tem alergia e as picadas incham que é de assustar).

As festas das outras praias e o barco que te leva de Elia até Paraga Beach:

Nosso esquema foi relax. Ficávamos lá em Elia o tempo todo, e isso só foi quebrado 2 vezes: na tarde que fomos conhecer a capital, com suas ruelas branquinhas e cheias de lojinhas (e digam o que quiserem, mas apesar do charme, não achei grandes coisas que valessem meu deslocamento de mãe cansada, apesar do esquema patrão do ônibus do hotel da minha irmã); e numa tarde que pegamos um barquinho para almoçar em Paraga Beach.
Nas paradas do barquinho, vimos Super Paradise Beach, Paradise Beach e descemos em Paraga Beach. Sinceramente, em matéria de mar, todas se parecem muito. Mas eu estava infinitamente melhor localizada em Elia Beach, que tem a extensão de areia mais larga e não tem aquele bando de gente querendo beber, dançar e se pegar na areia. Se o assunto é paraíso, Elia sai ganhando das demais paradises de Míconos.

Paradise Beach.
O clima esquenta nas praias de festa ao final do dia, lá pelas 5 da tarde (o Sol se põe às 8). À noite tem festa mesmo. No entanto, tome cuidado: o barco que te leva de Elia Beach até as praias de festa, tem o último retorno marcado para as 4:20. Com insistência, conseguimos um retorno para 5:20. O porquê disso eu não sei, talvez seja o mar. Então, se você quiser se hospedar em Elia e curtir uma festa até mais tarde em Paradise, Super Paradise ou lá em Paraga, você até pode ir de barco, mas saiba que terá que arranjar outro jeito de voltar: ou transporte público ou taxi ou o seu transfer. Imagino que seja algo fácil de fazer, porque muita gente faz. 


Em Paraga Beach existe uma espécie de restaurante/bar/lounge chamado Scorpians. É lindo, tem uma vista de cima da praia, muitas espreguiçadeiras e almofadas para você contemplar o pôr do sol, e eu vi a aparelhagem de música dos DJs que com certeza animam o fim de tarde e noite ali no Scorpians. No entanto, como vocês sabem, tive que voltar cedo por causa do filho e do barco.

Scorpians em Paraga Beach.

Quais dicas de festa que eu posso dar? Nenhuma... Mas os fogos de artifício que explodiram lá em Paradise Beach, e podiam ser ouvidos quase que na ilha toda às 2 da madrugada de sábado (pelo menos foi uma noite só), me dão a ideia de que deve ser algo animado e maravilhoso para gente solteira e sem filhos.

Míconos – um destino gay / Elia Beach – a praia de nudismo:

            Todo mundo sabe que, assim como Búzios tem muitos argentinos, Miami tem muitos brasileiros, as praias de Portugal têm muitos ingleses: Míconos é o sonho de consumo de muitos gays mundo afora. Todo mundo me pergunta como esses fluxos de um determinado nicho começam: eu acho que uma pessoa vai, gosta, começa a contar para seus amigos e conhecidos e forma-se uma comunidade com o passar do tempo – é o “boca a boca” que dá certo.

          
           Elia Beach é um dos recantos gays de Míconos, povoada por casais e grupos de amigos solteiros com zero % de gordura corporal. Atenção para você que está procurando e só quer dar close certo nessa vida: eles estão em toda a extensão da praia, mas existe uma área da areia, mais à direita de quem olha para o mar, após umas pedras, que é a área de nudismo. Ela obviamente é aberta para “gregos e troianos”, mas grande parte de seus frequentadores é gay. Sei disso porque ao fazer aquela viagem de barco até Paraga, eu vi uma enorme bandeira do movimento gay tremulando lá nesse canto da praia, até então desconhecido para mim. Todos que lá estão, nesse canto do paraíso, almoçam, assim como nós da área “família” da praia, no mesmo restaurante: o maravilhoso restaurante do meu hotel. E foi só assim que eu comecei a entender, ao final da viagem, porque o canto de Elia Beach onde eu estava, começava a ser inundado por casais gays na hora do almoço e ao longo da tarde.
            Pronto, já dei a dica para os amigos certos!  =)


         Enfim, a viagem foi muito boa!
        Últimas dicas: não deixem de provar o Martini de maracujá servido no restaurante (ou na praia, pelos garçons da areia): chama-se Porn Star Martini! E claro: comam muita lula frita e o camarão que se desmancha na boca! E prendam os cabelos no vento das Cíclades!

Olha o martini aí!


PORN STAR MARTINI
(MADE WITH FRESH PASSION FRUITS)
From the LAB cocktail bar of London.
Fresh passion fruits, vodka and vanilla syrup

Ruelas e lojinhas branquinhas da capital de Míconos.