Páginas

terça-feira, 24 de junho de 2014

Pela Bélgica – passeios fáceis partindo de Bruxelas

Esse post é dedicado às cidadezinhas da Bélgica que são fáceis de chegar, partindo de Bruxelas.

Já sabemos que muitos turistas ficam em Bruxelas por no máximo 24 horas, pois o objetivo quase sempre é chegar a Bruges.  Dessa forma, por que eu perderia meu tempo indicando outras cidades da Bélgica para você visitar? Como competir com Paris e Amsterdam, quando essas cidades são suas vizinhas?
Bom, é aquilo que eu disse: se você estiver morando aqui, ou passando um tempo mais longo no país para visitar amigos e parentes, ou já conhece essas cidades famosas o suficiente, então aproveite para visitar o interior da Bélgica! =)
A Bélgica é um país dividido em 3 regiões administrativas e 4 regiões linguísticas.
 No norte temos a região de Flandres, que fala holandês, cuja capital é Bruxelas. No sul temos a região da Valônia, que fala francês, cuja capital é Namur. E a terceira região administrativa é a região de Bruxelas-Capital, que é oficialmente bilíngue.
Você pode me perguntar: por que 4 regiões linguísticas, se eu só li a menção a francês e holandês? É porque há uma região de língua holandesa, outra francesa, outra bilíngue e a última de língua alemã, ali coladinha na fronteira com a Alemanha. Essa parte de língua alemã é jurídica e administrativamente administrada pela Valônia, donde temos 3 regiões administrativas. Como você percebeu, Bruxelas é capital de Flandres ao mesmo tempo que é capital da região bilíngue de Bruxelas-Capital e também capital do país: a Bélgica não é para iniciantes!
Bruxelas é a super capital, sendo ainda capital da Europa, por aqui abrigar as instituições mais importantes da União Europeia. Mas não: não pense que você vai encontrar uma São Paulo, uma Londres, uma Paris: essa super capital é ainda uma cidade de médio porte. Os parisienses, que costumam nutrir um preconceito histórico contra a Bélgica (na visão deles uma verdadeira roça) devem achar que Bruxelas é no máximo acanhada. Não dê ouvido aos parisienses, nem os franceses gostam deles!  =)
Por onde começar: pelo norte ou pelo sul? Vamos começar pelo norte, já que Bruges é a estrela máxima dos turistas que procuram a Bélgica.

As três cidades mais procuradas em Flandres são: Bruges, Antuérpia e Ghent.
 
 
Saindo de trem de Bruxelas, chega-se a Antuérpia ou Ghent no máximo em 50 minutos. De carro leva só meia hora. Bruges leva um pouco mais de tempo, mas só uns 30 minutos a mais. Veja no mapa onde essas cidades se localizam.

Bruges: a queridinha!
Bruges é uma cidade medieval ainda bastante preservada, daí deriva sua fama. É praticamente cenográfica de tão preservadinha, uma graça mesmo! Temos a praça principal (sempre Grote Markt) com a torre do sino (campanário: construção típica dessa região da Europa, também encontrada em cidades na Alemanha, na Holanda e no norte da França), o prédio da prefeitura, vários restaurantes, bares, lojinhas, uma museu sobre a idade média (nunca entrei, embora já tenha ido à cidade umas 4 vezes), mas as crianças parecem gostar muito.


Há a catedral, e também a igreja Nossa Senhora de Bruges, em estilo gótico, com uma madona de Michelângelo em exposição, as famosas lojas de chocolate, as igualmente famosas lojas de renda belga, e a minha preferida: uma loja alemã de produtos de natal. Sim, nesta loja é natal o ano todo! =) Chama-se Kathe Wohlfahrt e vem da cidade alemã de Rotherburg ob der Tauber, onde o natal é razão de ser. Um dia, em dezembro, ainda irei à feira de natal de Rothenburg, que parece ser linda!

 (Notre Dame de Bruges)

(Lojinha de natal em Bruges)
 
Mas é claro que Bruges não seria o que é se não fossem os seus canais com passeios de barco ao redor dos cisnes!


As cidades históricas que estão assim preservadas são fruto da estagnação econômica. Por séculos no ostracismo, com queda populacional, sem mudanças drásticas geradas pelo mercado imobiliário, elas permanecem paradas no tempo. Bruges havia sido detentora de indústria têxtil grande para os padrões da época, e possuía um porto comercial importante na idade média, mas perdeu esse posto para Antuérpia, e hoje é considerada uma “fofa” pelos turistas. Ou a “Veneza do Norte”.

Ghent:
A história de Ghent se assemelha muito com a de Bruges. Na verdade, não apenas a história, as duas cidades são visualmente parecidas. Ambas têm canais, com passeios de barco agradáveis, a torre do campanário, e igrejas góticas testemunhas de um tempo de riqueza. A diferença é que entre os séculos XVIII e XIX, Ghent conseguiu voltar a estabelecer indústrias têxteis (agora sim, pós revolução industrial, realmente podendo ser chamadas de indústrias) e isso modificou um pouco a arquitetura da cidade. No passeio de barco, vemos muitos prédios fabris do século XIX, que sabemos não ter o mesmo charme daquelas casinhas medievais.
(Ghent no verão)
(Ghent vista de cima)

Além disso, Ghent é mais viva localmente – não há só turistas – em virtude de uma grande universidade. É por isso que tenho muitos amigos que preferem Ghent a Bruges, porque acham que Ghent é mais original e menos cenográfica que Bruges.

Antuérpia:
Essa é a segunda maior cidade da Bélgica, sendo que sua população é ainda maior que a de Bruxelas, tem um dos maiores portos do mundo (até hoje, esse não estagnou não), além de ser um centro de lapidação de diamantes. É, portanto, uma cidade grande e moderna. Mas você que não vai trabalhar lá, obviamente só vai querer visitar o centro histórico: sim há um centro histórico preservado. Uma grote markt (onipresente em todas essas cidades), com o prédio da prefeitura, uma catedral gótica incrível e muito alta, com obras do pintor Rubens expostas lá dentro, museu de belas artes com obras de inúmeros flamengos famosos (como o próprio Rubens e o Van Dyck).
(Torre da catedral gótica vista da Grote Markt)
Eu aconselho ir a Antuérpia de trem, porque a estação central da cidade é simplesmente magnífica! Se esta for sua primeira impressão da cidade, você certamente vai gostar. A via que te leva da estação de trem até o centro histórico – dá para ir andando – é linda e cheia de lojas, inclusive uma da Disney que eu sou apaixonada. =)
(Estação central em Antuérpia)

Diz a lenda que o nome Antuérpia deriva de uma lenda envolvendo um mítico gigante chamado Antigoon, que morava perto do rio Escalda. Ele cobrava um imposto daqueles que atravessavam o rio e, para aqueles que se recusaram a pagar, ele cortava uma de suas mãos e a atirava ao rio Escalda. Um dia, o gigante foi morto por um jovem herói chamado Brabo, que cortou a mão do gigante e atirou-o no rio. Daí o nome Antwerpen, Ant viria do hand que é mão em holandês, e wearpan (arremessar). Essa lenda é celebrada pela estátua em frente à prefeitura, nela vemos o Brabo arremessando uma mão! =)
(Estátua do Brabo atirando a mão do gigante - Antuérpia)
 
Para o sul, na região da Valônia, existem inúmeras cidades charmosinhas. Eu vou começar por aquela que ostenta o nome de “menor cidade do mundo”:
Durbuy: É uma cidade que fica na província de Luxemburgo, mas não no “país” Luxemburgo. Por incrível que pareça, a Bélgica tem uma província chamada Luxemburgo que faz fronteira justamente com o Grão Ducado de Luxemburgo.

(As folhas amarelas são fruto do outono)
 
Essa sim, é “fofa” demais, de tão pequena não tem nem uma grote markt. Mas tem um rio, um castelo na beira dessas águas (rio Ourthe), ruazinhas charmosas, um jardim de esculturas (o Topiary Park), flores, igrejas... Vale uma tarde lá! =) 

(Castelo em Durbuy)

(Ruazinhas incríveis em Durbuy)

(Fofura)

(Levamos o cachorro)
 
Abadia da Orval:
Você gosta de cervejas trapistas? Essas cervejas belgas bem fortes feitas por monges? Gosta de monastérios medievais? Então você vai gostar da Abadia Orval (Orval que dá nome à cerveja). A Igreja principal da abadia, gótica dos séculos XII e XIII, hoje está em ruinas. É incrível! Impressiona demais o fato de igrejas da mesma época, como a catedral de Colônia, a ainda mais antiga catedral de Aachen, outras tantas igrejas aqui na Bélgica – inclusive muitas que acabei de citar em Bruges e Antuérpia - a Notre Dame de Paris estejam todas em pé, enquanto alguns monastérios do interior belga são só ruínas. (Esse de Orval não é o único). Fui pesquisar e vi que, durante da Revolução Francesa, os ataques e o fim da servidão levaram os monastérios e suas terras ao declínio. Afinal, a abadia era um senhor feudal assim como os outros. E eles foram abandonados, entrando em ruínas.

Imagino que as igrejas de áreas urbanas não sofreram esse processo de abandono das abadias feudais do interior. Por isso Notre Dame em Paris ou a catedral de Colônia estão lindas, em pé, tendo sido reformadas várias vezes, enquanto que outras igrejas no interior são hoje ruínas fantásticas.

 
(Ruínas da igreja medieval - Orval)

Ao lado das ruínas, uma grande abadia dos séculos XVIII e XIX está em pé e nela, até hoje, funciona a produção da cerveja Orval.
Rochehaut:
Não muito longe de Orval fica Rochehaut, que como diz o nome, é uma região alta. Lá de cima se vê o vale, é bonito. E a cidadezinha parece de boneca, muito pequena mesmo.

(A vista de Rochehaut)

(As casas de conto de fadas)

(A estrada com flores)

 
Para quem está no caminho, vale uma rápida passada para almoçar ou tomar um lanche.
Ainda preciso falar sobre Namur, Dinant, Liege e Spa, mas isso eu deixarei para o futuro. =) Por enquanto, digo que as cidades vizinhas na Alemanha, como Aachen e Colônia (assim como Lille na França) também são agradáveis surpresas.

Em breve trago algo sobre Aachen, que me impressionou muito.
(Aachen - Alemanha!)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Comer em Bruxelas



Gastronomicamente, Bruxelas é conhecida por sua batata frita, seus chocolates, os waffles (aqui chamados de gaufres), os mexilhões (moules) e o espéculos (biscoito de canela). Claro que não podemos esquecer as cervejas belgas.

Por incrível que pareça, eu – que não gosto de cerveja e nem sou muito chegada em chocolates (já ouvi dizer que estou morando no lugar errado) – pretendo dar dicas de onde comer e beber por essas bandas!

A maior parte dos turistas que conheço está em Bruxelas em rápida passagem, de no máximo 24 horas. Normalmente um pit stop entre Paris e Amsterdã ou Paris e Bruges. Ou seja, quase ninguém conhece a cidade mais que superficialmente. Com certeza, ela não é esplendorosa como Paris ou não tem a fama louca de Amsterdã (as irmãs mais próximas que a ofuscam severamente), mas é muito bonita, cheia de parques, arquitetura encantadora e culturalmente diversa. Como vocês sabem, Bruxelas é a capital da Europa, e eu até já fiz aqui no blog um post sobre esse assunto. (http://dabelgica.blogspot.be/2013/12/quarto-post-capital-da-europa.html)

Então, se você vier em breve passagem pela cidade, pode focar-se nos restaurantes mais próximos aos pontos turísticos; ou se você vier trabalhar, morar ou visitar amigos e parentes, pode tentar experimentar os outros points de Bruxelas.

1)      O centro histórico:

O centro histórico de Bruxelas não se resume apenas à Grand Place. Ela é sim o grande cartão postal da cidade, é uma das praças mais bonitas do mundo, cheia de lojinhas, comidinhas, arquitetura gótica e barroca, mas não se esqueçam das outras dicas que vou dar que estão bem ali perto.

Grand Place: Aqui você pode se deliciar com os famosos gaufres (waffles) de Bruxelas, tanto nos restaurantes da praça que colocam suas mesinhas e cadeiras na rua em épocas de tempo bom (normalmente de maio a setembro), quanto nas lojinhas (quase portinhas) nas ruas laterais que dão acesso à praça, onde se formam filas e obviamente o preço é bem mais barato. Foca nisso: se quiser sentar, relaxar numa mesinha do cartão postal, pedir pelo cardápio, comer no prato com talheres, você vai pagar mais caro. Se quiser comprar nessas lojinhas e comer em pé (ou sentar no chão da praça como fazem os adolescentes felizes) com a ajuda de um guardanapo, é bem mais barato. Por exemplo, o waffle simples – sem cobertura nenhuma – nessas lojinhas custa 1 euro. Embora ele puro já seja bom, pois o açúcar derrete e caramelisa na máquina, eu aconselho pedir chocolate em cima, morango, etc. Cada acréscimo sobe o preço, mas ainda vai ficar bem mais barato do que sentar na mesinha do restaurante que está ali há 300 anos. 

(Gaufre ou waffle)

Sobre os restaurantes que estão ali há séculos, são também bons lugares para tomar as cervejas belgas. Existe o famoso “Le cygne” (ou “La Maison du Cygne”), fácil de achar ali na praça porque tem a estátua de um cisne em cima da porta, e era frequentado até por Karl Marx, que expulso da França passou alguns anos exilado em Bruxelas e aqui redigiu o Manifesto do Partido Comunista. Neste eu nunca entrei, pois ele obviamente é chique e caro. Mas todos dizem que é bom.

Há também o Le Roy d'Espagne (tem esse nome porque essa região da Bélgica já foi parte do reino espanhol) e ele fica bem perto da Maison du roy ali na praça mesmo (hoje o museu da cidade de Bruxelas), local onde se hospedava o rei da Espanha quando vinha para essas bandas do seu reino. Já belisquei por lá enquanto minha irmã tomava umas cervejas. É ok, vale pela vista.

(Mesinhas na Grand Place, em frente ao Le Roy d'Espagne, lá dentro também tem um segundo andar bacana, para quem ficar nas janelinhas.)

Galeries Royales Saint-Hubert: Fica do lado da Grande Place, merece ser conhecida. Construídas em 1847, elas formam corredores com fachadas idênticas e teto de vidro. São lojas de bolsas, sapatos, chapéus, rendas (outra tradição belga que quase ninguém conhece), chocolates, cafés, lojas de móveis e livrarias.  Ali você encontra os famosos chocolates Neuhaus e o mais caro e chique Pierre Marcolini. Eu – que como só um pouco de chocolate – gosto mais da Neuhaus mesmo. Na Pierre Marcolini gosto de umas tortinhas que só são feitas em uma loja específica e em breve eu vou dizer qual é. Mais uma vez, você pode lanchar seu gaufre e tomar uma cerveja (ou tomar um sorvete de espéculos), um café, um bolo, no Mokafe

 (Por dentro da galeria)


 (Olha como tudo fica bem pertinho)

Por que a Galerie é legal? Porque além de linda, se estiver chovendo e ventando, é bem melhor do que ficar a céu aberto na Grand Place. Além disso, se você caminhar pela galeria, encontrará a Rue des Bouchers, que é uma ruela medieval lotada de restaurantes! 

 (Rue des Bouchers)

Vale lembrar que estamos falando de áreas extremamente turísticas, de maneira geral, tanto na Grand Place quanto na Galerie ou na Rue des Bouchers, você poderá se deparar com alguns preços salgados se não souber cacifar, e até alguns “pega-turistas” (aquelas comidinhas mais ou menos e bem caras). Mas onde ir quando só tem 24 horas (ou até menos) em Bruxelas? É por essa área mesmo, cacifando o que dá, você ficará feliz com tudo, tenho certeza! 

Qual restaurante eu indico na Rue des Bouchers? O restaurante “Chez Leon”. As especialidades são as comidas belgas, portanto moules (os mexilhões fritos, cozidos, com queijo, com tudo!), peixes, carbonnades flamandes (carne cozida na cerveja escura: pense nisso!), pratos com stoemp (o purê de batatas deles, misturado com outros ingredientes, como vegetais, bacon, cebola e outras coisas divinas), waterzooi (quase uma sopa de frango) e outros mais. Mesmo que você não queira comer na Rue des Bouchers, terá que entrar nela por duas razões bem próximas uma da outra: um beco à direita dessa rua, onde se localiza o bar Delirium (com cardápio de mais de 2 mil cervejas – se você quiser pode comprar o cardápio, quase um livro, com o nome de todas elas, por 5 euros) e a Jeanneke Pis  a versão feminina do menininho que faz xixi, o Manneken Pis). No Delirium, eu que não bebo cerveja, normalmente vejo meus amigos pedirem as cervejas trapistas. Normalmente é bem lotado, mas vale a experiência. Só fico chateada, porque eles praticamente só servem cerveja, pedir outra bebida é um parto.

(Carbonnades flamandes no Chez Leon)
 
 (Mexilhões no balde com batata frita de acompanhamento: um clássico na cidade)

Isso é basicamente o que os turistas fazem nas poucas horas de Bruxelas. Mas ali no centro existe também a área da Bourse (o prédio lindo da antiga Bolsa de Valores), pertinho de duas áreas ótimas: Place Sainte Catherine e Saint Gery.

É tudo perto, vamos andando. Eu passei muito tempo sem perceber que a Bourse ficava uns dois quarteirõezinhos atrás da Grand Place. Portanto, andar até lá e encontrar a Avenue Anspach, uma das grandes ruas do centro da cidade – onde os belgas circulam e não só os turistas – atravessá-la e chegar à Place Saint Catherine é bem fácil.

Place Sainte Catherine: É linda, com uma igreja no centro e vários restaurantes em volta. Os belgas adoram comer frutos do mar feitos na hora na peixaria/restuarante “Mer Du Nord” (Nordzee). Eles ficam ali em pé, apoiados nas mesinhas, bebendo vinho e champagne que a casa também vende, comendo os camarões, lulas, polvos, ostras e moules que escolheram na vitrine. 

(Place Sainte Catherine)


Eu prefiro os hambúrgueres e as batatas fritas do “Elis” ou mais uma vez os pratos belgas (que eu já citei) no “La Villete”. Recomendo muito esses dois! =) Na lateral da igreja, você encontrará mais restaurantes (normalmente de frutos do mar) em frente a um grande canal.


(Na lateral da praça)

A Sainte Catherine no natal recebe o “Les plaisirs d’hiver” (os prazeres de inverno): tem carrossel, pista de patinação no gelo, roda gigante, e inúmeras barraquinhas de comida de inverno! Vai da Grand Place, com árvore de natal e presépio, até lá!

(Os prazeres de inverno)

Saint Gery: Da Sainte Catherine (ou da Bourse/ ou da Grand Place) você pode andar até a Saint Gery, uma área de bares e restaurantes. Ali bomba! Assim como o Delirium enche de turistas, a Saint Gery também enche de “locais”. Lá eu adoro o “Mappa Mundo”, que além de cerveja tem mojito (esse eu bebo) e outros drinks e algumas comidinhas, como um nacho bem gostoso! E o “Le Roy des Belges” que só tem uma ou outra comidinha até certo horário, depois é só bebida mesmo.

(Mappa Mundo)

(Le roi des Belges)

Essa área é praticamente uma China Town, existem vários restaurantes asiáticos, o que é ótimo porque eles costumam ser baratinhos, e eu tenho tara naquelas sopinhas com macarrão cabelinho de anjo! Depois farei um post apenas sobre os asiáticos!

Grand Sablon: Essa praça, muito próxima do Palácio Real e da área dos museus, é uma das que eu mais gosto. Tem um jardim lindo em frente, o Petit Sablon, e uma igreja medieval (Notre Dame Du Sablon). Final de semana tem feira de antiguidades. A praça também está rodeada de lojas, restaurantes, chocolaterias, e também antiquários e galerias de arte: lindo! Para se ter uma noção, ali você encontra duas Pierre Marcolini, uma delas, bem no centro da praça, além  de chocolate vende outros docinhos (as tais tortinhas de matar qualquer um). A outra fica lá em baixo no fundo da praça, ao lado da Neuhaus e de uma Godiva!

(Grand Sablon)

  
(Uma das Pierre Marcolini na cidade) 


Qual a grande dica da praça? A melhor batata frita do mundooo! Fica no “Comics Café”! É uma loja enorme de personagens e revistinhas em quadrinhos (as criações belgas como Tin Tin, Smurfs, etc) com um restaurante anexo. Os hambúrgueres são incríveis e eles vêm com a tal batata frita fantástica!!! Outro muito bom é o “Lola”, cozinha internacional que normalmente precisa de reserva, e o “L’entrée des artistes”. Eu diria que são restaurantes de um caro que dá para pagar de vez em quando. Mas se quiserem uma boa dica de comida rápida e baratinha ali perto é o “Le Perroquet”, que serve pitas! Pitas são aqueles sanduíches abertos com molhos ótimos! Também é bom para beber alguma coisinha.


 (Vai nessa batata frita, é só pedir um hamburger qualquer, eu adoro o "Obama")



 
(Olha a pita do Le Perroquet aí)

Isso é basicamente o centro da cidade (tem outras áreas, como a rua Gay que também é bem legal e várias ruazinhas próximas à Grand Place). Vou fazer um post dos points gays depois! Se você estiver sem dinheiro, saiba que o centro da cidade é cheio de árabes que vendem durums, kebabs e kaftas. Na Place Sainte Catherine tem um, na Avenue Anspach tem vários.

2)      Avenue Louise e cercanias:

Essa é uma das ruas mais famosas da cidade, mas aqui raramente os turistas chegam. 

Louise: Indico “L’Atelier de la truffe Noire”. É para aniversários de casamento e eventos semelhantes: é caro, já aviso logo. Existe uma versão dele chamado simplesmente de “Restaurant de La Truffe Noire”: nunca fui, porque tem uma estrela Michelin. Estrela Michelin = preço nas alturas! Amigos que foram nos dois confirmam que o atelier é até melhor, porque o ambiente é aconchegante e a comida é ótima sem ser afrescalhada.



Place Chatelain: Essa é uma festa! Para começar, toda quarta-feira tem feira! Não só de legumes, frutas, verduras, carnes e peixes, mas também biscoitos, queijos, vinhos, flores! E eles vendem as taças de vinho e champagne para você ficar bebendo na rua. No verão lota! A praça, como sempre, é rodeada de restaurantes. Indico o italiano “Basta Cosi” e ali perto, na rue du Page, o “La Quincaillerie”: aquele típico restaurante lindo, que um dia foi uma loja/armazém de vender quinquilharias mesmo, que de noite é meio caro, mas no almoço tem o menu executivo por um bom preço. Vários garçons são portugueses, é ótimo isso! 

(Quarta-feira de verão na Place Chatelain)

(Quincaillerie, reparem nas gavetas do antigo armazém que eles mantiveram)

Não muito distante, em Uccle, na Chaussée de Waterloo, n. 1033 tem outro italiano muito bom, o “Il Carpaccio”. Você passa por fora e não dá nada por ele, mas ele é lindo por dentro e eu adorei a carne.

3)      Cemitério de Ixelles:

É, gente... Bruxelas é louca, em volta do cemitério tem uma área de restaurantes. E como fica próxima à Universidade, é cheia de gente jovem e animada. Ali indico um bar mexicano, o “El café”. De noite tem música e o povo dança. Temos um asiático baratinho e um outro italiano muito bom, o “Mama Roma”. A área é animada.

(El café, a night do cemitério)

4)      Place Jourdan:

Perto do quartier européen (Parlamento + Comissão europeia) essa praça também é cheia dos restaurantes. No centro da praça tem um quiosque especializado em batata frita, faz fila e tudo. Comi lá uma vez só, era muito boa, mas tenho a viva impressão que a batata frita do “Comics Café” ganha de longe! Ali encontramos restaurantes árabes, como o “Chez Fatma”, barato e bom. O “Café des épices” bem legal também, adoro o risoto de camarão deles. E no italiano “Prego” tem sorvete de espéculos!

(Cafe des épices)

Espero que esse post seja útil a alguém.  =)